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De cozinhar por mais!

Receitas de comer e cozinhar por mais!

Peixe ao sal

Uma das refeições que mais adoro fazer é peixe ao sal! Há muita gente que não conhece esta forma de fazer peixe (eu, pelo menos, só a via em restaurantes mais caros e com peixes de grande porte), mas é óptima forma de cozinhar porque o peixe não perde a sua "água natural", fica suculento e não absorve todos aqueles molhos terríveis à base de óleos que lhes pomos quando os assamos no forno. Para além do mais, é uma receita barata (tirando o preço do peixe, que vai variar consoante o que escolherem), faz-se super rápido e dá para servir quantas pessoas quiserem, consoante o tamanho do peixe.

Eu costumo fazer com douradas e robalos - quando maior o peixe for, menor será o risco de ele "secar". Ainda assim, eu faço muitas vezes um peixe pequeno para comer sozinha, e ele sai igualmente suculento e saboroso! Tenham o cuidado de referir na peixaria que o peixe vai ser feito ao sal, para não lhe retirarem as escapas, o que vai permitir que ele não absorva o sal - a única coisa que lhe vão fazer vai ser retirar as tripas.

 

Ingredientes (para um peixe para uma só pessoa):

- peixe (robalo, dourada, sargo...)

- 700g de sal marinho

- 2 claras

- 4 raminhos de salsa (sem caule)

- 2 dentes de alho

- 1 folha de louro

- azeite q.b.

 

Preparação

Começar por pré-aquecer o forno a 200º. Lavar a salsa e a folha de louro e retirar a pele dos dentes de alho e esmaga-los com a ajuda de uma faca. Dobrar a salsa ao meio e coloca-la dentro do peixe (no local onde estavam antes as estranhas); tenham o cuidado de as empurrar para baixo e não se limitem a pô-las na parte que está aberta, de modo a "cobrir toda a área". Acrescentem depois a folha de louro e os dentes de alho. O peixe está assim pronto.

Colocar o sal numa tigela e acrescentar as claras - não ao mesmo tempo, mas uma a uma, para ir vendo a textura do sal. Misturem com as mãos. A textura ideal é ficar como areia molhada, notando-se alguma consistência entre os grãos mas que não fiquem totalmente colados pela viscosidade da clara. Acrescentar sal se a mistura ficar demasiado viscosa. 

Num tabuleiro, fazer uma cama de sal - só com o tamanho suficiente para "deitar" o nosso peixe, não é preciso cobrir o tabuleiro todo em partes onde o nosso peixe nunca chegará. A camada de baixo não precisa de ser muito espessa - gastem a maior parte do sal na parte superior. Deitem o peixe sobre a cama e deitem uns fios de azeite por cima dele (fazer este passo só caso o peixe seja pequeno, de modo a não secar - quando é grande, não é necessário). Por fim, cubram-no com o resto do sal e "apertem-no" bem em direção ao peixe, de forma a que este fique bem "acomodado" na cama de sal. De frisar que a cabeça não precisa de estar coberta.

Levar ao forno e esperar que a camada de sal fique dourada (deverá demorar mais ao menos meia hora). Retirar do forno. A cama de sal deverá estar muito dura e a melhor forma de a retirar é bater inicialmente com um martelo de cozinha para partir a casca em pedaços grandes e só depois é que se deve ajudar com uma espátula ou faca. O resultado desejado é que o peixe saia exatamente como entrou e que, já no prato, a pele saia sem qualquer dificuldade (pode acontecer sair quando o estamos a tirar do sal, o que não tem mal - tenham apenas cuidado em não deixar muito sal ir para cima da parte desprotegida, de modo a não salgar o peixe).

Eu gosto de comer sem nada, mas podem acompanhar com batata cozinha e um fio de azeite.

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A "cozinheira"

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