Ingredientes (quantidades dependentes do gosto e do tamanho do peixe e da assadeira):
Peixe
Cebola
Alho
Salsa
Louro
Bacon
Banha de porco
Azeite
Vinho branco
Batatas
Colorau
Sal e picante
Vinagre
Preparação:
Começar por fazer uma cama de cebola, alho, salsa e louro no fundo da assadeira. Colocar o peixe na assadeira, fazendo alguns golpes no seu lombo. Pôr pedaços de bacon e de banha dentro dos golpes e da cavidade central. Pôr colorau no topo. Regar com vinho branco e azeite.
Antes de colocar no forno, colocar as batatas. Temperar as batatas com colorau, sal e vinagre. Regar tudo com azeite no final.
Esta sobremesa é óptima para os dias quentes de verão, por todas as razões e mais alguma: faz-se rápido e sem recurso a forno, é feita com ingredientes básicos e é fresca mas não derrete com o calor. Foi a Cidália, a senhora que trabalha aqui em casa, que me ensinou e todos estamos viciados (miúdos e graúdos). Há ainda duas vantagens extra: os ingredientes são todos baratos e a sobremesa é versátil, podendo ser feita com ananás ou pêssegos, por exemplo.
Ingredientes:
1 pacote de gelatina de morango (ou do sabor do fruto escolhido)
1 pacote de natas Longa Vida
4 colheres de sopa de açúcar (medida a gosto, dependendo também do doce da fruta usada)
2 folhas de gelatina
2 mãos cheias de morangos (medida a gosto, podendo ser também outro fruto)
Preparação:
Fazer a gelatina conforme as instruções, refrigerar e reservar - só utilizar quando esta estiver pronta e firme. (Dica: fazer na noite anterior)
Depois da gelatina de morango pronta, demolhar as folhas de gelatina (no verão em particular convém faze-lo em água bem fria, depositando as folhas uma a uma - não as duas "coladas"); aguardar cerca de cinco minutos, escorrer as folhas e derrete-las no microondas (cerca de dez segundos). Bater as natas com o açúcar, fazendo chantilly, e no fim envolver ligeiramente com as folhas de gelatina derretidas. Reservar.
Cortar a fruta em pedaços bem pequenos (entre um a dois centímetros) e recortar a gelatina em quadrados, remexendo depois com uma faca ou um garfo para a desfazer, tornando-a quase numa "papa".
Verter a gelatina e a fruta para o recipiente com as natas. Com a batedeira, misturar tudo até que fique uma mistura homogénea (ainda que com pedaços). Refrigerar e comer quando o preparado já estiver mais firme
Eu gosto muito de doces com maça: adoro tartes de maçã, apfelstrudel, bolos de maçã, crepes de maçã. E este bolo, um dos meus preferidos, é uma junção destas duas coisas: é um bolo mas tem um toque a crepe, devido à guarnição que leva já depois de estar no forno.
Este não é um bolo para todos: normalmente fica com uma textura recozida, devido à humidade das maçãs, e o sabor a ovo no cimo também não é agradável a todos os palatos. Para além disso, não o aconselho para uma festa ou cerimónia: não é, por regra, um bolo bonito - fica escangalhado, um bocado torto. Mas o sabor compensa imenso e é tão rápido e fácil de fazer que se torna o doce perfeito para aqueles dias em que não há muito tempo nem vontade mas o estômago grita por algo delicioso. Como é só juntar e misturar ingredientes, faço-o numa liquidificadora.
Não se assustem se o bolo não crescer muito: ele é mesmo assim. E a dose é pequena, não usem formas muito largas. Se duplicarem a receita, coloquem só um pouco mais de óleo de coco e não o dobro, senão fica demasiado gorduroso - e a guarnição, a menos que mudem de forma, também não precisa de ser duplicada.
Ingredientes:
5 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de óleo de coco (podem trocar por óleo normal, mas posso garantir que o resultado final não sabe a coco)
4 colheres de sopa de leite
3 ovo
2 maças (o tipo é à vossa escolha - a quantidade depende também do tamanho da forma)
1 colher de chá de fermento
1 pitada de sal
Guarnição
1 ovo
2 colheres de sopa de açúcar
30 gr de manteiga
Modo de preparação:
Pré-aquecer o forno a 180º. Misturar os ingredientes secos: a farinha, o açúcar, o sal e o fermento. Bater os ovos inteiros e ir juntando o preparado anterior (não deitar tudo de uma vez). Depois, juntar o leite e o óleo de coco. Verter a massa para uma forma untada e polvilhada e colocar por cima as maças, cortadas em fatias finas (eu, normalmente, faço o bolo numa forma de bolo inglês, o que faz com que não leve muitas maçãs; se fizerem numa forma redonda, terão provavelmente de aumentar o número de maçãs. A disposição com que as põem é indiferente, mas eu gosto de as encastelar). Colocar no forno durante cerca de meia hora/40 minutos - quando o palito estiver seco e o bolo dourado, é quando está pronto a sair.
Depois do bolo estar no forno, preparar a guarnição. Derreter a manteiga, deixa-la arrefecer um pouco, e depois juntar o ovo e o açúcar. Mexer bem. Cerca de 15 minutos antes do bolo sair do forno (quando já estiver mais crescido mas o topo ainda não totalmente cozido) deitar esta mistura sobre o topo.
Uma das refeições que mais adoro fazer é peixe ao sal! Há muita gente que não conhece esta forma de fazer peixe (eu, pelo menos, só a via em restaurantes mais caros e com peixes de grande porte), mas é óptima forma de cozinhar porque o peixe não perde a sua "água natural", fica suculento e não absorve todos aqueles molhos terríveis à base de óleos que lhes pomos quando os assamos no forno. Para além do mais, é uma receita barata (tirando o preço do peixe, que vai variar consoante o que escolherem), faz-se super rápido e dá para servir quantas pessoas quiserem, consoante o tamanho do peixe.
Eu costumo fazer com douradas e robalos - quando maior o peixe for, menor será o risco de ele "secar". Ainda assim, eu faço muitas vezes um peixe pequeno para comer sozinha, e ele sai igualmente suculento e saboroso! Tenham o cuidado de referir na peixaria que o peixe vai ser feito ao sal, para não lhe retirarem as escapas, o que vai permitir que ele não absorva o sal - a única coisa que lhe vão fazer vai ser retirar as tripas.
Ingredientes (para um peixe para uma só pessoa):
- peixe (robalo, dourada, sargo...)
- 700g de sal marinho
- 2 claras
- 4 raminhos de salsa (sem caule)
- 2 dentes de alho
- 1 folha de louro
- azeite q.b.
Preparação
Começar por pré-aquecer o forno a 200º. Lavar a salsa e a folha de louro e retirar a pele dos dentes de alho e esmaga-los com a ajuda de uma faca. Dobrar a salsa ao meio e coloca-la dentro do peixe (no local onde estavam antes as estranhas); tenham o cuidado de as empurrar para baixo e não se limitem a pô-las na parte que está aberta, de modo a "cobrir toda a área". Acrescentem depois a folha de louro e os dentes de alho. O peixe está assim pronto.
Colocar o sal numa tigela e acrescentar as claras - não ao mesmo tempo, mas uma a uma, para ir vendo a textura do sal. Misturem com as mãos. A textura ideal é ficar como areia molhada, notando-se alguma consistência entre os grãos mas que não fiquem totalmente colados pela viscosidade da clara. Acrescentar sal se a mistura ficar demasiado viscosa.
Num tabuleiro, fazer uma cama de sal - só com o tamanho suficiente para "deitar" o nosso peixe, não é preciso cobrir o tabuleiro todo em partes onde o nosso peixe nunca chegará. A camada de baixo não precisa de ser muito espessa - gastem a maior parte do sal na parte superior. Deitem o peixe sobre a cama e deitem uns fios de azeite por cima dele (fazer este passo só caso o peixe seja pequeno, de modo a não secar - quando é grande, não é necessário). Por fim, cubram-no com o resto do sal e "apertem-no" bem em direção ao peixe, de forma a que este fique bem "acomodado" na cama de sal. De frisar que a cabeça não precisa de estar coberta.
Levar ao forno e esperar que a camada de sal fique dourada (deverá demorar mais ao menos meia hora). Retirar do forno. A cama de sal deverá estar muito dura e a melhor forma de a retirar é bater inicialmente com um martelo de cozinha para partir a casca em pedaços grandes e só depois é que se deve ajudar com uma espátula ou faca. O resultado desejado é que o peixe saia exatamente como entrou e que, já no prato, a pele saia sem qualquer dificuldade (pode acontecer sair quando o estamos a tirar do sal, o que não tem mal - tenham apenas cuidado em não deixar muito sal ir para cima da parte desprotegida, de modo a não salgar o peixe).
Eu gosto de comer sem nada, mas podem acompanhar com batata cozinha e um fio de azeite.
Esta foi uma receita que a minha cunhada trouxe de Inglaterra e que eu a-do-ro! É saudável, doce, achocolatada e super simples de fazer! Há algo melhor que isto? Para além do mais - e um bocadinho inspirado na onda que tenho começado a seguir - não tem açúcares adicionados e é feito à base de um fruto, a tâmara (que eu desconhecia), que dizem ser super saudável - adicionado às nozes, que também têm uma série de propriedades espetaculares.
Fica o vídeo da receita:
No fundo, é isto:
Ingredientes:
2 copos de tâmaras (dependendo se são de casca dura ou não, aconselho a tirar, para não ficar com pedaços mais duros);
1 copo de nozes;
2/3 colheres de sopa de cacau em pó (pode ser magro!), dependendo se gostam deles mais fortes ou não;
2 colheres de sopa de Maple Syrup (facultativo).
Preparação:
Tirar a casca e os caroços das tâmaras. Misturar tudo no rôbot de cozinha. Forrar uma forma pequena com papel vegetal. Colocar a mistura lá dentro e amassar, até ficar bem pressionado e achatado, cobrindo toda a superfície da forma (e ficando com uma altura de um dedo ou pouco mais, tal como os brownies típicos). Colocar no frigorífico durante uma/duas horas. Retirar, cortar em quadrados e servir.
Começar por fazer os ovos moles. Colocar num tacho o açúcar e água e mexer com uma colher para dissolver o açúcar. Levar ao lume até atingir o ponto pérola. Atenção: tentar não mexer a calda enquanto está ao lume. Retirar o tacho do lume e deixar arrefecer 5-10 minutos, apenas o suficiente para as gemas não cozerem quando forem adicionadas mas não deixando que o açúcar solidifique. Juntar, pouco a pouco, as gemas (previamente batidas) e ir mexendo. Colocar toda a mistura de novo no fogão em lume brando para engrossar, mexendo sempre até formar uma estrada. Não deixar ferver! Conservar no frigorífico com película aderente colada à superfície até estar completamente frio.
Quando os ovos moles já estiverem frios, começar a fazer as chamuças. Primeiro, derreter a manteiga em banho-maria ou no microondas e pré-aquecer o forno a 200º. Depois de desenrolar a massa filo com cuidado, tirar uma folha e pincelar toda a superfície com manteiga; "colar" logo outra folha por cima. Cortar as folhas em 4 tiras de igual largura (cortar na horizontal, de modo a que a tira seja o mais comprida possível). Pegar no doce de ovos e colocar na ponta da tira e depois começar a dobrar em triângulos, para ficar em forma de chamuça. Não encher demasiado a chamuça, senão ela "rebenta" no forno e o recheio sai. Repetir o processo até os ovos moles terminarem.
Colocar as chamuças no forno em cima de papel vegetal. Tirar quando já estiverem douradas.
Muitas vezes chegamos ao supermercado com "farinha" escrito na lista de compras e pegamos logo na primeira que nos aparece à frente - ou a mais barata, nos dias que correm, que a "Branca de Neve" já deve ter tido dias mais felizes.
Mas devemos, de facto, fazer bolos com uma farinha qualquer? Quais as diferenças entre a farinha 55, 65 e a farinha fina? Dúvidas a tirar com o vídeo abaixo.
Já todos tivemos o drama de ver uma receita em que as medidas estão em "copos". Mal qual copo, tendo em conta que normalmente temos 3 tipos de copos em casa, todos diferentes uns dos outros? E quando dizem "chávenas de chá"? A juntar aos copos, temos mais uma dezena delas!
Para ajudar nesta trapalhada, descobri duas infografias giras e jeitosas (porque não pendurar dois quadros na cozinha?) que ajudam nesta confusão das medidas. Assim, em vez de copos, temos gramas, que dá obviamente muito mais jeito.